AS TENDÊNCIAS QUE INSPIRAM

O InnoveEdu apresenta experiências práticas que traduzem grandes tendências que estão transformando a educação no século 21. Entenda quais são elas e como utilizá-las

Competências para o século 21

O termo "competências para o século 21" se refere a um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitutes e competências, que preparam os alunos para a vida acadêmica, profissional, pessoal e em comunidade. Muitas vezes, o termo é substituído por sinônimos como competências não-cognitivas, habilidades interdisciplinares, transversais ou socioemocionais. Essas capacidades transcendem as expectativas de aprendizado relacionadas a conteúdos acadêmicos e podem estar presentes nas rotinas de todas as disciplinas escolares.

Estudos neurológicos demonstram que a atividade cerebral dos estudantes é mais intensa quando vivenciam atividades educativas interativas e práticas do que quando assistem a aulas expositivas. Na Universidade de Stanford (Estados Unidos), o Transformative Learning Technologies Lab estuda o impacto do uso de diversas tecnologias no aprendizado a partir de projetos. Em recente pesquisa, os especialistas concluíram que o aluno absorve melhor os conhecimentos quando tem a oportunidade de experimentar antes da teoria.


Saiba mais:
>> Especial Competências Socioemocionais: Como preparar alunos para o século 21, Porvir
>> Definição de Competências para o século 21, Edsurge


Não há apenas uma definição, no entanto, de que elementos compõe esse conjunto de competências. Uma das abordagens mais comuns é a dos 4Cs (abreviação em inglês): comunicação, colaboração, criatividade e pensamento crítico. Já a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) adota uma concepção de competências socioemocionais que envolve as capacidades de atingir objetivos (perseverança, autocontrole, entusiasmo para atingir objetivos), trabalhar com os outros (cordialidade, respeito, cuidado) e gerir emoções (calma, otimismo e confiança).

O consórcio ATC21S, liderado pela Universidade de Melbourne em colaboração com governos, organizações internacionais, pesquisadores, empresas e instituições de ensino, define as competências em quatro categorias: maneiras de pensar (criatividade e inovação, pensamento crítico, resolução de problemas, tomada de decisões, capacidade de aprender a aprender e metacognição), ferramentas para o trabalho (tecnologia da informação e alfabetização digital), formas de trabalhar (comunicação e colaboração) e maneiras de viver no mundo atual (cidadania, responsabilidade pela própria vida, desenvolvimento profissional, pessoal e social).

Independente da definição utilizada, cresce a percepção de que os conhecimentos acadêmicos não dão conta de preparar os jovens para lidarem com grandes temas da atualidade, realizarem projetos de vida, exercerem profissões e sua cidadania, em um mundo em constante transformação. Por isso, o ensino de tais competências já se tornou intencional em algumas escolas e redes.

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Personalização

O termo personalização – ou ensino personalizado – é usado para se referir a estratégias pedagógicas diversificadas que levam em consideração que os alunos aprendem de formas e em ritmos diferentes, já que também são diversos seus conhecimentos prévios, habilidades e interesses.

Se em séculos anteriores fazia sentido dividir alunos em classes por idade e oferecer um aprendizado padronizado, a escola hoje precisa formar jovens para exercer atividades cada vez mais específicas e complexas, em ambientes culturalmente diversos.


Saiba mais:
>> Especial Personalização do Ensino: como colocar o aluno no centro da educação, Porvir
>> Definição de personalização, EdSurge


Diferentes estratégias são usadas para promover o ensino personalizado, algumas centradas no uso de plataformas adaptativas que identificam ritmos e características de aprendizagem de cada aluno.

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Experimentação

Na contramão do ensino tradicional baseado na teoria e transmissão de conteúdos, novas metodologias procuram desenvolver o aprendizado a partir de experiências práticas, integrando a tendência de aprendizagem mão na massa (hands-on) ou experimentação.

Estudos neurológicos demonstram que a atividade cerebral dos estudantes é mais intensa quando vivenciam atividades educativas interativas e práticas do que quando assistem a aulas expositivas.


Saiba mais:
>> Movimento Faça Você Mesmo chega à escola, Porvir
>> Definição de Movimento Maker, Edsurge


As oportunidades de experimentação podem ser viabilizadas em laboratórios de fabricação digital, aulas de programação e robótica, produção de peças de mídia, atividades artísticas, ações de intervenção na comunidade e outros projetos interdisciplinares.

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Uso do território

O entendimento de que o aprendizado não ocorre apenas dentro da escola é a base para uma concepção que utiliza os ativos do entorno da escola para ampliar tempos, espaços e agentes da aprendizagem.

Essas práticas partem do pressuposto que, ao ampliar a interação de atores e a ocupação de locais, se criam novas oportunidades de aprendizagem e a comunidade também se torna responsável pela educação das crianças e jovens.


Saiba mais:
>> Definição de território, Centro de Referências em Educação Integral
>> Definição de Cidade Educadora, Centro de Referências em Educação Integral
>> Definição de uso do território, The Glossary of Education Reform


O uso do território se dá de diversas formas: algumas aproveitam recursos da comunidade para a promoção do aprendizado e outras que vão além, propondo intervenções.

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Novas certificações

Em uma realidade em que as oportunidades de aprendizado são diversificadas e não acontecem apenas pela transmissão de conteúdos dentro do ambiente acadêmico, surgem novas formas de certificação para reconhecer competências adquiridas ao longo da vida.

Com ferramentas que formalizam diferentes vivências, um profissional consegue comprovar competências que não são refletidas nos diplomas tradicionais, gerando minicertificações que compõem um portfólio mais abrangente.


Saiba mais:
>> Definição de badges, Edsurge


Por outro lado, ao valorizar as novas formas de aprender, as novas certificações são instrumentos que podem qualificar o mundo do trabalho e os ambientes acadêmicos.

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